Pílula do dia seguinte não determinará mais receita médica

O relatório está em análise há três semanas por uma equipe de especialistas solicitados pelo Ministério da Saúde.

O Ministério da Saúde dispensará a exigência da receita médica para a distribuição de pílula do dia seguinte nos postos do Sistema Único de Saúde (SUS). O relatório com a orientação deverá ser divulgado no próximo mês.

“Não faz sentido exigir que a mulher aguarde uma consulta médica. Isso pode colocar em risco a eficácia do uso do remédio”, afirmou na última quarta-feira (27) o secretário de Assistência à Saúde, Helvécio Guimarães. Para evitar a gravidez, o remédio deve ser ingerido no máximo até 72 horas após a relação sexual.

Confira: Pílula do dia seguinte: modo de usar

O relatório está em análise há três semanas por uma equipe de especialistas solicitados pelo Ministério da Saúde. O documento, segundo o secretário, deixa evidente qual o procedimento que os postos de atendimento devem adotar no caso de mulheres que procuram contraceptivos de emergência. “Em alguns locais, a pílula já é fornecida sem exigência da receita, por um profissional que não é médico. Queremos padronizar essa prática”, completou.

A pílula do dia seguinte começou a ser proporcionada nos serviços de atendimento do SUS em 2005 como um método contraceptivo emergencial. Antes dessa data, a distribuição desse medicamento somente era realizada para vítimas de violência sexual.

Em 2010, a rede pública de saúde ofereceu 513 mil medicamentos. No ano passado, esse montante aumentou para 770 mil. Guimarães alega, todavia, que há ainda relatos de dificuldades enfrentadas pelas mulheres para ter  acesso ao contraceptivo.

“Não há dúvida de que alguns serviços ainda têm receio de lidar com a contracepção de emergência. Esse é um tema que, mesmo depois de tantos anos, ainda desperta polêmica”, constata Helvécio.

Divergências

A atuação da pílula depende do momento do ciclo menstrual em que foi ingerida.

Grupos religiosos são contra o uso do medicamento, por considerá-lo abortivo. Profissionais da área, asseguram, no entanto, que o remédio não atua após a fecundação e não bloqueia  a implantação do óvulo no útero. A atuação da pílula depende do momento do ciclo menstrual em que foi ingerida.

Veja também: Pílula do Dia Seguinte – Como Funciona

Relatórios do Ministério da Saúde, advertem que, quando ingerida após a ovulação, a pílula modifica o transporte do espermatozoide e altera o muco cervical – o que impediria a fecundação.

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